Caseiro está desaparecido há mais de 3 meses
A família do caseiro Ronaldo de Moura, de 38 anos, cobra respostas sobre o desaparecimento dele, registrado há três meses. A esposa, Magna Fernanda, afirma que não recebeu informações sobre o andamento das investigações e diz viver dias de angústia sem saber o paradeiro do marido.
“Ele continua desaparecido e a polícia não fala nada. A gente vai lá, cobra, pergunta. Tentei conversar com o delegado, mas até hoje não consegui nem vê-lo. Eu estou desesperada. Não sei mais o que posso fazer”, disse.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP) informou que a Polícia Civil, por meio da 53ª Delegacia de Polícia de Araguacema, segue realizando diligências para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento de Ronaldo de Moura.
Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsAppSegundo Magna, sempre que procura a delegacia responsável pelo caso, recebe a informação de que não é possível repassar detalhes da investigação. Ela afirma que a família gostaria de saber se a Polícia Civil verificou, por exemplo, possíveis tentativas de emissão de uma segunda via do documento de identidade de Ronaldo ou o uso da linha telefônica com outro chip.
“A gente não sabe nem se estão fazendo alguma coisa. A única coisa que eu posso fazer é divulgar o desaparecimento. A família também divulga, mas não vai muito longe. Tem muita gente que até esqueceu que esse caso existe”, afirmou.
A esposa contou ainda que os próprios familiares tentaram obter informações sobre as últimas ligações feitas pelo celular de Ronaldo, mas não conseguiram acesso aos dados.
“A gente tentou comprar um chip na operadora para tentar rastrear as últimas ligações, mas não consegue porque tudo depende da Justiça. A gente acredita que a polícia tenha acesso a essas informações, mas não recebemos nenhuma resposta”, disse.
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Moto de Ronaldo
Reprodução/Arquivo pessoal de Lenice Fernanda
Relembre o desaparecimento
Ronaldo de Moura foi visto pela última vez no dia 27 de abril, após sair para fazer uma manutenção na fazenda onde trabalhava, na zona rural de Goianorte.
Segundo a esposa, ele saiu de casa por volta das 9h dizendo que voltaria até as 10h30, horário em que a filha precisava pegar o ônibus para ir à escola.
Por volta das 12h40, a mãe e o padrasto de Magna chegaram à fazenda informando que Ronaldo havia ligado pedindo para que fossem buscá-la. A situação chamou a atenção da família.
Ainda conforme a esposa, por volta da meia-noite Ronaldo voltou a telefonar. Durante a ligação, ele parecia desorientado.
“Perguntei onde ele estava, mas ele disse que não sabia. Eu insistia para ele me falar, mas ele respondeu que estava longe, no mato, e que não ia sair de onde estava”, contou.
Depois dessa ligação, ele não foi mais visto. O desaparecimento foi registrado na 53ª Delegacia de Polícia de Araguacema.
Ronaldo de Moura desapareceu na zona rural de Goianorte (TO)
Reprodução/TV Anhanguera
Mari Silva é integrante do programa de estágio entre o Grupo Jaime Câmara e Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob supervisão de Raphael Pontes.
Fonte: G1 Tocantins
